Definidos Candidatos das Eleições Suplementares de Choró, Potiretama e Senador Sá
- 28/01/2026
Os municípios de Choró, Potiretama e Senador Sá iniciaram o processo de eleições suplementares para prefeito e vice-prefeito, com a realização das convenções partidárias entre a última sexta-feira (23) e domingo (25). Os eventos definiram os candidatos que disputarão o novo pleito eleitoral em 1º de março, reunindo desde chapas derrotadas em 2024 até vices dos mandatários cassados.
As datas foram definidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) em 12 de janeiro. O órgão fixou, ainda, que os partidos têm até esta terça-feira (27) para registrarem as candidaturas, com a propaganda eleitoral iniciando no dia seguinte, em 28 de janeiro. A determinação de eleições suplementares leva em conta a cassação dos prefeitos das três cidades cearenses. As decisões foram oficializadas ainda no ano passado, como resultado de processos judiciais e administrativos.
No caso de Choró, o prefeito Bebeto Queiroz (PSB) e o vice-prefeito Bruno Jucá (PRD) foram cassados sob a acusação de comandar um esquema de compra de votos nas eleições de 2024. Bebeto está inelegível e é considerado foragido desde dezembro de 2024. Contudo, Jucá está apto a concorrer e pode compor uma chapa no pleito suplementar. São pré-candidatos: Paulo George (PSB) x Antonio Delmiro (PT).
Já em Potiretama, o prefeito Luan Dantas (PP) foi preso em abril sob acusação de encomendar um incêndio criminoso na propriedade de um desafeto político na cidade. Além do processo criminal, ele responde a outros de cunho eleitoral – um deles levou à cassação da chapa, que tinha Solange Campelo (PT) como vice. Em novembro, a Câmara Municipal de Potiretama também cassou Dantas, após declarar a vacância do cargo. São pré-candidatos: Cleverlandio Bezerra (PP) x Solange Campelo (PT).
Por sua vez, Bel Júnior (PP) e Maria Costa (PP), prefeito e vice-prefeita de Senador Sá, respectivamente, foram cassados em novembro de 2025, por suspeita de abuso de poder político e econômico. Bel segue no cargo após liminar, mas não poderá concorrer novamente, já que a Justiça o declarou inelegível na mesma decisão que determinou novas eleições. No município, distante 243 quilômetros de Fortaleza, a tendência é de candidatura única da pré-candidata Sabrina Morais (PP).







