Central de Golpes Fechada em São Paulo
- 23/01/2026
A Polícia Civil de São Paulo fechou na quinta-feira (22) uma “central de golpes” que funcionava em um prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste da capital paulista, área considerada um dos principais centros financeiros do país. De acordo com o delegado-geral de polícia de São Paulo, Artur Dian, a central tinha cerca de 100 funcionários e operava com mais de 400 computadores usados nas fraudes. Ao menos 12 pessoas foram detidas. Depois do primeiro contato, as pessoas eram direcionadas para o atendimento telefônico. Nas ligações, os operadores diziam trabalhar nos setores de cobrança e jurídico. Eles ameaçavam as vítimas com:
Com medo, as vítimas acabavam transferindo os valores aos falsos cobradores. Conforme a investigação, os criminosos criaram ainda uma rede de empresas usada para aplicar os golpes. Elas compartilhavam sócios, endereços, dados operacionais e contábeis, e algumas estavam registradas em nome de laranjas. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a localização da base era usada para dar aparência de legitimidade ao esquema fraudulento. No endereço, funcionava uma empresa híbrida: parte das atividades era voltada a cobranças legítimas e outra era dedicada à aplicação de golpes, de acordo com o Deic.
No local, foram apreendidos documentos utilizados durante os contatos com as vítimas. A ação ocorreu no âmbito da Operação "Título Sombrio", conduzida por policiais da 4ª Delegacia da DCCIBER (Investigações sobre Lavagem e Ocultação de Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos). Os policiais também estiveram em uma base do grupo em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde outra unidade da fraude funcionava.







