Perícia em Celulares Pode Exclarecer Mortes de Pacientes no DF
- 20/01/2026
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que a motivação dos técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), será descoberta por meio da extração de mensagens dos celulares dos investigados. A informação foi confirmada pelo delegado Maurício Lacozilli na manhã desta terça-feira (20). Os profissionais Marcos Vinícius Silva, Amanda Rodrigues e Marcela Camilly Alves são os alvos das investigações da corporação pela morte de três pessoas. As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33.
Entre os detalhes das apurações policiais, Marcos, de 24 anos, aparece como um técnico de enfermagem que atuava no hospital há cinco anos. Ele teria sido responsável por injetar desinfetante mais de dez vezes na idosa, de 75 anos, em um só dia. Técnico aplicou desinfetante 10 vezes em paciente de hospital, diz polícia. Pontos do caso que segue sob investigação. Entenda abaixo:
De acordo com as apurações policiais, os suspeitos aplicavam medicamentos de forma irregular na veia dos pacientes. Marcos Vinícius é investigado por administrar doses letais de remédios a pacientes internados na UTI, com o objetivo de matá-los. As investigações apontam que o técnico aguardava a reação dos enfermos, que sofriam parada cardíaca. Além disso, devido a presença de outros integrantes no quarto, ele realizava manobras de reanimação na vítima. O intuito era "disfarçar" o crime. Saiba quem são os suspeitos de matar três pacientes em hospital de Brasília.
A polícia ainda descobriu que em um dos casos, o técnico usou a conta de um médico para acessar o sistema do hospital. A partir da primeira entrada, ele prescreveu um medicamento errado. Além disso, teria ido até a farmácia para buscar os remédios, os preparado, e escondido no jaleco para aplicar na veia dos pacientes. As aplicações ocorreram em duas datas: 17 de novembro do ano passado e 1º de dezembro.
Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 e 28 anos, são investigadas por negligência e possível coautoria nos crimes. Conforme apontam as investigações, Amanda trabalhava em outro setor do hospital, mas era amiga de longa data de Marcos. Já Marcela era nova na instituição e recebia instruções do técnico acerca do serviço no setor.







